Daniel Carnaval, Advogado

Daniel Carnaval

(59)Belo Horizonte (MG)

Sobre mim

Advogado Criminalista e Criminólogo
Formado em Direito pela PUC Minas, pós graduado em Ciências Criminais pela mesma instituição, mestre em Sociologia, na linha de Sociologia do Crime, do Desvio e da Conduta (UFMG).

Principais áreas de atuação

Direito Penal, 33%

É o ramo do direito público dedicado às normas emanadas pelo Poder Legislativo para reprimir os d...

Direito Processual Penal, 33%

É o ramo de estudo tradicionalmente voltado à a atividade de jurisdição de um Estado soberano no ...

Direito Militar, 33%

Ramo do Direito relacionado à legislação das Forças Armadas. Tem a sua origem no Direito Romano, ...

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Daniel Carnaval, Advogado
Daniel Carnaval
Comentário · há 11 anos
Conheci o abolicionismo penal ainda na faculdade. Li o livro de Louk Hulsman e discordo da visão do autor. Como ex-assistente de Desembargador criminal, advogado criminalista especialista na área e membro da Comissão de Assuntos Penitenciários da OAB/MG, afirmo que a cadeia é necessária sim, e digo mais, a LEP precisa ser totalmente reformulada para que vários benefícios sejam dela extirpados.

De fato, trancar um indivíduo em uma cela e jogar a chave fora não é a melhor alternativa, mas esse discurso de que "cadeia é construção do modelo capitalista" é algo absurdo. A segregação como punição é necessária em qualquer sociedade, ou o sr. acha mesmo que é possível ter uma "conversa" com alguém que cometeu um latrocínio ou um estupro seguido de morte? Pois essa é a ideia de Louk Hulsman, e com todo o respeito, é uma ideia absurda. Conversar com alguém para lhe chamar à razão? No dia que isso acontecer a sociedade acaba e eu compro um fuzil no mercado paralelo, algumas granadas e levanto um bunker no meu quintal.

Creio que o sr. publicou este texto com a melhor das intenções, com o intuito de fomentar o debate e isso é saudável, entretanto, antes de se declarar um abolicionista, tente vivenciar a prática, o diaadia do Direito Penal. É outra coisa. Só ler e refletir não basta, é preciso ver, esfregar a barriga nos balcões de delegacias, secretarias e presídios. É preciso trabalhar tanto de um lado como de outro. Tive uma experiência riquíssima como funcionário do TJMG e hoje, como advogado criminalista, vivencio as misérias do Direito Penal. Vejo o que é uma família destruída por um estupro, por um homicídio, pelas drogas... Vejo todo dia o que é a cadeia, visito meus clientes e falo sem rodeios: muitos vão voltar porque são bandidos, não se adequam ao nosso meio social e vão continuar dessa forma. Nem todos são bons e a maldade existe sim. Direito Penal, prisões e punição, tudo isso é muito mais do que livros e textos... Com o devido respeito, o sr. é um abolicionista de asfalto, e não falo isso para lhe ofender, de maneira alguma, mas tenho convicção de que lhe falta experiência. Um abraço e estou às ordens para, se quiser, conversarmos mais sobre o assunto.
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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 7 anos
Texto maravilhoso. Desde priscas eras, quando ainda era estudante, eu observava os advogados de sucesso decanos na carreira. Lógico que eu observava, pois queria ser como eles um dia. Uma coisa que jamais me passou despercebido foi: todos, sem exceção, faziam dobradinha com um pupilo. Outro dia, li aqui um artigo onde o articulista orientava aos jovens advogados a lançar mão de mentoria. Pois bem. É por aí. Os jovens precisam de mentor, e os experientes precisam de sangue novo, novas ideais. A dupla funciona. Desde sempre. Sabe a tal "sorte de principiante"? Então... Não é só na advocacia que ela ocorre e tampouco é "sorte". Esse sucesso do iniciante se deve ao seu cuidado redobrado justamente pela consciência de que sua falta de experiência não pode atrapalhar seu início de carreira, afinal, como diz o ditado, só temos uma única chance de causar uma boa primeira impressão. A primeira causa é a chance única. Mesmo que vc tenha trinta anos de carreira e esteja atendendo pela primeira vez, um cliente específico. E é aí que a advocacia artesanal faz o impensável: ela reúne a experiência do decano ao zelo redobrado de um iniciante num único profissional. Quem não atua em massa, quase sempre está atuando como iniciante naquele tipo específico de causa. Mesmo que seja a segunda ou a terceira, nunca será a "centésima", como ocorre nos escritórios de advocacia de massa. Então eu diria que a dupla turbinada da advocacia é um advogado artesanal decano na carreira e bem sucedido, com seu jovem associado, cheio de gás, novas ideias e vontade de provar seu valor. Na minha época de faculdade, nove de cada dez escritórios de sucesso na minha cidade eram comandados por um advogado experiente e este sempre tinha um jovem iniciante como associado. Hoje em dia essa "raça" de advogados está cada vez mais rara. A maioria dos jovens, ou vão atuar em grandes escritórios de massa, ou se juntam aos seus pares e abrem juntos um escritório sem nenhuma mentoria de um advogado mais experiente. Uma lástima para a sociedade. Esse artigo é interessante porque aborda a importância dessa "receita da vovó", que como toda receita de vó, é imbatível!
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